Saturday, September 29

Gosto de acordar de manhã, nestas manhãs de outono, com os raios de sol a entrarem pelos buraquinhos da persiana e dirigir-me para a cozinha para beber um chocolate quente. Gosto de me sentar no sofá da sala e ver televisão enrolada numa manta. Gosto de andar sem telemóvel. Gosto de andar sozinha a pensar na minha vida. E ontem pensei, enquanto corria na passadeira e enquanto, mais tarde, me deitei nesta cama onde agora me encontro a ouvir música. Pensei que agora tudo está bem, todas as peças do puzzle da minha vida encaixam umas nas outras, e descobri que agora estou feliz de uma maneira que às vezes me assusta. Não podia ter mais nada para me sentir tão feliz. Gosto de estar comigo, só comigo. Gosto de não ter ninguém em quem pensar a toda a hora e gosto de sentir esta sensação de liberdade por não me lembrar de nenhum nome quando se fala em "paixão". Gosto de ter argumentos suficientes para saber perfeitamente que sou livre, para saber de quem eu preciso e de quem não me preciso. Durante muito tempo eu vivia para agradar às pessoas e deixava de fazer isto ou aquilo pelo que as pessoas poderiam pensar. Agora não. A vida deu-me experiências que me fizeram ver que os meus amigos não são este ciclo de amigos com quem eu não me sinto bem, estes amigos que me deixam a auto-estima em baixo com coisas que dizem - e ainda ontem aconteceu. Mas desta vez, saí do autocarro, sorri e comecei a minha caminhada, vista cá de cima.

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