Sunday, September 16

Não sei o que se passa comigo, nunca fui de magoar as pessoas, nunca foi o que quis. Mas sei que o estou a fazer. Sentir que quase tudo se apagou com o tempo, com o vento ou com o que lhe queiramos chamar era a ultima coisa que eu queria sentir. O vento levou a esperança que tinha em nós. Não mereces nada do que eu te estou a fazer, e eu a última coisa que queria era magoar-te. Queria continuar como este mês que passou, queria que se multiplicasse por muitos mais, mas há alguma coisa que me está a impedir de sonhar connosco, de acreditar em nós. Não tenho nada em que acreditar, não vejo os dias em que posso estar contigo porque esses dias não existem. Só quero que sejas feliz, que me deixes ir, que vás também. Quero que encontres alguém melhor que eu, alguém que esteja todos os dias contigo, alguém que te possa dar o que eu não posso. Quero que sejas feliz com alguém que ficará feliz contigo também. Não quero que sejamos um casal de passarinhos preso numa gaiola a quilómetros de distância de tudo e de todos. Precisamos de continuar à solta. Felizes. Tudo passa… Amanhã já tens uma asa nova, ainda mais bonita e forte. Há aí muitos outros passarinhos com quem podes namorar, mas desta vez, no cimo de um pinheiro ou sob um banco de um jardim. Vai.

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