Thursday, November 15

Às vezes gostava que me ouvisses em noites como estas, que te sentasses comigo no telhado a olhar para o céu estrelado, que bebesses comigo este chá ou que simplesmente entrelaçasses os teus dedos no meu cabelo. Podia confessar-te que sou tudo o que tens, tudo o que sou para mim sou para ti. Podia dividir contigo esta bolacha de água e sal, ou, se não estivesses aqui, podia ligar-te a desejar uma boa noite e a contar-te o que de interessante se passou no tempo em que não estivemos juntos. Provavelmente sonhava contigo, deitavas-te comigo debaixo dos lençóis polares e das mantas que me aquecem todas as noites e acompanhavas-me a alma. De manhã acordávamos com os raios de sol a aquecerem-nos o corpo e riamo-nos dos nossos cabelos ao acordar. Teríamos de mudar a nossa conjugação verbal, e felicidade seria umas das palavras que partilhávamos. Se tu existisses.

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