Sunday, November 25

Vieste visitar-me esta noite. Finalmente disseste-me o que eu há tanto tempo esperava ouvir, nem que fosse em sussurro, ou quem sabe num grito desesperado, sempre esperei, por ti. Na verdade sei que nunca mo vais dizer, mas eu só queria perceber o que significámos um para o outro, às vezes dá-me aquela vontade de traduzir os nossos gestos que não se explicam. Sinto falta. O tempo passa e eu ainda me lembro de ti, de nós. E oh. Continuo sozinha e tu estás eternamente feliz, com ela. Custa-me, sabias? Saber que já estive no lugar dela e que me escapaste por entre os dedos. Custa-me conhecer-te quase tão bem como ela. Queria apagar-te da minha memória, assim como parece que me apagaste da tua vida, não sem antes te dizer que ainda me lembro de ti e que te recordo a cada noite fria e chuvosa de inverno, quando olho pela janela e vejo tudo tão cinzento. Nada era assim quando estava contigo. 

No comments:

Post a Comment