Saturday, January 19

Esta noite voltaste a entrar-me no coração, se calhar de onde nunca saíste, como se nunca me tivesses deixado ou magoado. Acho que o tempo tem o poder de apagar as coisas más e fazer-me lembrar as coisas boas. Das palavras, das ações, das trocas de olhares, do sentimento que estávamos a criar, que tu decidiste travar. Fizeste-o bem, eu é que nunca o aceitei porque gostava mesmo de ti, nunca tinha gostado assim de ninguém, nunca tinha tido a experiência de andar com os meus dedos entrelaçados noutros dedos, ou de me sentir protegida por um rapaz, de me sentar ao colo de alguém, sentir o calor do seu abraço, do seu peito, dos seus lábios. E oh, se estava calor. Nunca tinha recebido mensagens a meio da noite, nem nunca tinha sorrido daquela maneira depois de ler uma mensagem. É estranho ver-te assim tão feliz com outra rapariga, é estranho ver o que já foi meu nas mãos de outro alguém. Se calhar nunca foste realmente meu. E custa-me, ao fim de quase um ano e meio, ainda escrever sobre alguém, se calhar, a quem eu nunca pertenci. Porque é que só me lembro de ti e não me lembro de quem me queria bem? Porquê tu, que me mandas mensagens quando te apetece e depois desapareces. Tu que mandas os teus amigos ligar-me a perguntarem se me lembro de ti, tu que és feliz, e eu que estou para aqui a ouvir música e a lembrar-me de ti. És um fruto proibido, do passado. I really love(d) you but I'll forget you.

2 comments: