Saturday, February 16

Ainda estás tão presente em mim. Aquele sorriso grande de menino, os teus receios, a tua dedicação, o teu riso, os olhos da cor do mar, o meu relógio da cor dos teus olhos no teu pulso, o teu relógio no meu pulso, a tua t-shirt que dormia comigo todas as noites, o meu cabelo com o teu cheiro, o teu exagerado cheiro a perfume, as nossas noites, a tua voz, o desejo que tínhamos de estar um com o outro. Oh que bons velhos tempos. Quase que me lembro de todas as mensagens, músicas, palavras, gestos. Lembro-me de tudo como se fosse hoje. E isso é mau, certo? Tenho de meter na minha cabeça que já deixaste de fazer parte da minha vida há muito tempo. Acho que não acredito que não vou poder abraçar-te e dizer-te que te adoro, dizer-te o quanto gostava de ti, agradecer-te por me aceitares, por teres gostado de mim e por me teres feito tão bem. A seguir fugia contigo e mostrava-te tudo o que não descobriste. Pois é, ainda não acreditei que já não faço parte de ti, que provavelmente lembras-te de mim de seis em seis meses e que o facto de voltares a falar comigo no verão foi apenas um rasgo de consciência pesada. Ainda assim, és o melhor do meu passado, o melhor que tive. Ai porque é que eu tenho de sentir a falta que me fazes?

3 comments:

  1. Obrigada!
    Eu não tenho tumblr!
    Andas sem inspiração? Escreves tão bem!

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