Saturday, February 16


Hoje ia contar contigo as estrelas, sem pressas, embalada ao som dos ponteiros do relógio que marcam o tempo a passar. Não precisava que a noite estivesse quente ou a lua grande e brilhante. Só precisava de ti e de mim. Precisava de me voltar a encontrar naquele telhado que, embora sujo, é o meu abrigo. Não sei bem porque estou a escrever isto, acho que se deve à falta de sono, e de mim. Se calhar de ti. Sinto-me tão completa mas ao mesmo tempo tão vazia. Tão feliz mas tão triste. Sou como um rei sem dama no xadrez, como uma praia sem mar ou uma bicicleta sem rodas. Falta-me qualquer coisa que talvez saiba o que é. Faltam-me as palavras, os gestos, as descobertas, os medos, a felicidade. Alguém. Que fique comigo no telhado e desvende tudo o que eu não digo mas sinto, que consiga ler os meus olhos sem ser preciso dizer nada, que me peça para ficar no telhado, esta noite e as próximas, ou me leve sem destino, que descubra a vontade que tenho de viver. E oh… é tanta.

1 comment: