Saturday, March 2


Se te visse hoje do outro lado do passeio atravessava a estrada a correr sem ver se vinha algum carro, abraçava-te e implorava-te que voltássemos a estar juntos. Gritava bem alto o quanto gostava de ti e chamava-te parvo por um dia teres pensado que a distância poderia separar-nos, por teres pensado que não valia a pena duas pessoas serem fieis uma à outra por terem 40 quilómetros que as separam, por teres sido fraco e teres desistido de nós, por passado um ano voltares a falar comigo e quereres saber coisas sobre a minha vida. Ainda assim, se te visse do outro lado do passeio corria para os teus braços e quando chegasse ao pé de ti abraçava-te como nunca te abracei e ficava ali, perplexa em ti, em mim, em nós. Nos nossos olhares que não precisavam de palavras, nos nossos sorrisos que só precisavam de estarem assim, felizes. E de seguida pedia-te para te ver todos os dias... do outro lado do passeio. Hoje era o nosso dia.

Quero esquecer os nossos dias, as ruas e os passeios, os sorrisos, essas férias, a nossa cumplicidade, o bem que me fazias. Quero esquecer-te, esquecer que algum dia te conheci. Quero ter forças para não me lembrar que fizeste parte da minha vida, que me marcaste e que até agora só tu foste especial. Espero encontrar alguém tão especial quanto tu, alguém que me faça sentir borboletas na barriga... do outro lado do passeio.

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